Sonolência, olhos pesados,0 ardidos fundos, um lápis sofrido e um papel muito branco. Com isso, acabo de constatar que sou a mesma criança de sempre. Nada mal, existem pessoas que não sabem crescer mesmo...
Talvez eu possa ser uma delas.
Por mais que eu sinta saudade da minha boêmia literária e dos meus erros ortográficos (que alias, não entendo porque os corrijo), ainda vejo os meus velhos hábitos de escritora de meia tigela. O frio da madrugada, a mesa suja de chá de hortelã muito cheiroso, o mesmo caderno de escrever coisinhas... Não perdi isso.
Nostalgico.
Andei também sentindo saudade de uma época em que a cura subia a ladeira sempre às 7:15 da manhã. Nesse tempos eu não perdia a hora pra escola. Lembro das mãos geladas e do cheiro de creme dental. Lembro da chuva fina e do beijo sentido na esquina do caminho para a escola. Sempre soube que um dia eu iria parar para lembrar e rir de todas essas coisas... Rir e sentir orgulho de nós, ontem e hoje.
Sorrio também para a lembrança dos tempos depressivos com os amigos na porta de casa, das unhas negras, dos sonhos todos que foram a base para todos os meus objetivos atuais. Lembro das lições de casa mal feitas, do all star velho e sujo, das jujubas enjoantes, do pouco dinheiro para colocar credito no celular, da soda rebelde... Lembro tanto... Tanque que chego as conclusões de que quase não mudei. Porque apesar de parecer mais alta, escrever de forma "correta" e estar um tanto mais perturbada, todas as minhas boas lembranças são marcas, não vão me deixar.
Isso ninguém pode me tirar.
Talvez eu possa ser uma delas.
Por mais que eu sinta saudade da minha boêmia literária e dos meus erros ortográficos (que alias, não entendo porque os corrijo), ainda vejo os meus velhos hábitos de escritora de meia tigela. O frio da madrugada, a mesa suja de chá de hortelã muito cheiroso, o mesmo caderno de escrever coisinhas... Não perdi isso.
Nostalgico.
Andei também sentindo saudade de uma época em que a cura subia a ladeira sempre às 7:15 da manhã. Nesse tempos eu não perdia a hora pra escola. Lembro das mãos geladas e do cheiro de creme dental. Lembro da chuva fina e do beijo sentido na esquina do caminho para a escola. Sempre soube que um dia eu iria parar para lembrar e rir de todas essas coisas... Rir e sentir orgulho de nós, ontem e hoje.
Sorrio também para a lembrança dos tempos depressivos com os amigos na porta de casa, das unhas negras, dos sonhos todos que foram a base para todos os meus objetivos atuais. Lembro das lições de casa mal feitas, do all star velho e sujo, das jujubas enjoantes, do pouco dinheiro para colocar credito no celular, da soda rebelde... Lembro tanto... Tanque que chego as conclusões de que quase não mudei. Porque apesar de parecer mais alta, escrever de forma "correta" e estar um tanto mais perturbada, todas as minhas boas lembranças são marcas, não vão me deixar.
Isso ninguém pode me tirar.


