Sábado, 11 de Julho de 2009

Noite.

Sonolência, olhos pesados,0 ardidos fundos, um lápis sofrido e um papel muito branco. Com isso, acabo de constatar que sou a mesma criança de sempre. Nada mal, existem pessoas que não sabem crescer mesmo...
Talvez eu possa ser uma delas.
Por mais que eu sinta saudade da minha boêmia literária e dos meus erros ortográficos (que alias, não entendo porque os corrijo), ainda vejo os meus velhos hábitos de escritora de meia tigela. O frio da madrugada, a mesa suja de chá de hortelã muito cheiroso, o mesmo caderno de escrever coisinhas... Não perdi isso.
Nostalgico.
Andei também sentindo saudade de uma época em que a cura subia a ladeira sempre às 7:15 da manhã. Nesse tempos eu não perdia a hora pra escola. Lembro das mãos geladas e do cheiro de creme dental. Lembro da chuva fina e do beijo sentido na esquina do caminho para a escola. Sempre soube que um dia eu iria parar para lembrar e rir de todas essas coisas... Rir e sentir orgulho de nós, ontem e hoje.
Sorrio também para a lembrança dos tempos depressivos com os amigos na porta de casa, das unhas negras, dos sonhos todos que foram a base para todos os meus objetivos atuais. Lembro das lições de casa mal feitas, do all star velho e sujo, das jujubas enjoantes, do pouco dinheiro para colocar credito no celular, da soda rebelde... Lembro tanto... Tanque que chego as conclusões de que quase não mudei. Porque apesar de parecer mais alta, escrever de forma "correta" e estar um tanto mais perturbada, todas as minhas boas lembranças são marcas, não vão me deixar.

Isso ninguém pode me tirar.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

É proibido voar Mamy!

Pois é, é proibido mesmo.
-x-

Sexta, madrugada, friosinho legal, gente bonita. Lindo!
Andei passando por um período "melô-deprê super loprô", não que tenha passado, claro. É de meu costume ser imutável =]. Mas fatos e acasos esquentaram meu animo ultimamente, fiz minha inscrição pro ENEM, pretendo fazer minha inscrição para as aulas extras, e pretendo também guardar uma grana legal. Quem sabe eu também mude o blog, já que ele esta a tanto tempo com essa mesma roupa de pano de prato.
Estive também recebendo belas visitas, e como sou uma boa anfitriã, desejo-lhes boa sorte =].

-x-

Sobre o titulo - Isso não deve ser lá grande surpresa para os fãs de Chico Buarque (como meu irmão) que ficam vendo videos estranhos dele (como meu irmão) e aprendendo suas músicas no violão para tocar e cantar em coro na rua (como meu irmão). Esta frase faz parte de um vídeo do velho Chico cantando alopradamente... Me intentifiquei porque meu irmão as vezes me chama de Mamy. Legal neh?

-x-

Sobre a sexta feira - FLÁVIO, ME PERDOE PELA DEPRÊ! (ele vai me matar) EU TE AMO ACIMA DE TODAS AS BABOSEIRAS E TRALALAS QUE EU PODEREI FALAR, ESCREVER OU FAZER! (vai me matar, e vai ser lindo x3) OBRIGADA POR TER TANTA PACIÊNCIA COMIGO, OBRIGADA POR DAR COR A MINHA VIDA, ANIMO AOS MEUS DIAS E POR TER ME ENSINADO A SORRIR TÃO CINICAMENTE! (HSUAHSAHSUAHUSAHUS! \O/) EU TE AMO! CASA COMIGO? =D

-x-

Hey Hey... Já chega sim? =]
Boa noite para todos e um beijo =*

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Diário de minha mascara - parte 1

"...É um feitiço tão latino..."


Estive lendo, lendo, lendo. Lendo e sentindo uma dor estranha que a muito tempo eu não sentia, que legal.
Estive também tendo pena de mim mesma, enquanto lia, lia, lia textos antiquados, carregados de um sentimento tão cor-de-rosa que foi mentira. Alias, eu não devia deixar pra sentir pena só do passado antiquado, deixo a pena para hoje em dia também, porque não? O sentimento cor-de-rosa é o mesmo, com a diferença de que não é mentira, claro.
Eu apenas não escrevo com tanto brilho quanto antes, talvez. Mas o que consola é que não sou só eu que não escreve mais com tanto brilho. Os amigos estão entediados e doentes, os bichanos estão todos gripados, e o amor anda assustado. Sem falar das minhas pobres plantas e putas, todos empoeirado, desaguados, desgostosos... Todos a mingua e todos a bordo.
Livros e lições estão sendo acumulados dentro da minha gaveta de 16 primaveras. Deprê, pensei que eu poderia ser melhor que isso. É que eu comecei o ano com uma vontade grande de fazer tudo certinho, guarda dinheiro, não beber mais, passar a ler todos os livros a minha disposição... Ah, isso me lembra meus 14 anos (o que não vem ao caso, claro)!
Vou entrar de férias, e creio eu que seram férias longas, porem dolorosas. Tudo bem, se eu não tivesse problemas, iria acabar pedindo alguns para me preocupar, assim como fez um bom e velho amigo de outrora e antiquado.


(Antes eramos geniais, e agora? =] )

-x-


Não se atreva a criticar ou a perguntar se esta tudo bem.
Vai receber a mesma resposta de sempre.

-x-

Acabei por marcar este post, porque eu sei que ele vai se repetir (não sei com que frequência).
Deixarei ele para poder falar verdades intimas de vez em quando. Faz bem a saúde.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Marília versus Marília.

Cap. VI – O corpo desprende.



Não entendo a meteorologia. No início do dia estava quente feito o inferno, e agora, chove e até faz frio! Pude contar um total de dois gritos de Deus desde a hora em que cheguei em casa, e Marília não quer falar comigo. Eu tento, bato na porta e grito, depois peço desculpas, ensaio uns três palavrões e paro, ela me olha severamente e depois me ignora voltando a ler de novo os assuntos que foram estudados hoje. Ela já leu tudo umas três vezes, mas ainda sim nesse jogo só para me irritar. Não entendo o problema dela, quando desobedeço, ela surta e nunca entende que às vezes preciso apenas de mim mesma para resolver meus pequenos absurdos. Aliás, não vejo nenhum absurdo nesta sequência de fatos. Saio com César quase todas as tardes, sempre vamos para o mesmo lugar que vamos hoje, e passamos a tarde conversando bobagens, e até tomamos soda “pra vingar a rebeldia”. Suponho que isso é exatamente o que vai acontecer hoje, me levando a crer que hoje será normal, como em todas as outras tardes. Bem... Ao menos é o que eu espero. Não gosto da ideia de ter Marília longe de mim por muito tempo, sem contar da sensação de nervosismo para saber se as minhas esperanças para esta tarde estão certas ou não. Calço meu all star vermelho e limpo e espero aflita pelo tilintar agressivo da cigarra daqui de casa. Marília continua a ler, queria tanto ela comigo... E a chuva parou de cair deixando apenas poças de água na rua, para que eu suje meu all star. Rose canta, alegre e muito alto, uma canção idiota qualquer, e o “tic-tac” do relógio é a onomatopéia perfeita para um ataque de nervosismo súbito.

- Vai chover...

- Isso não me impede!

- Vá com Deus...

- Que ele te ensine geografia!

E a cigarra toca.

Agora vem a sensação de estar em câmera lenta, descendo as escadas, gritando “já vou”, enquanto olho de relance meu cabelo arrepiado... Olho para traz e vejo Marília a me olhar. Parece estar chorando, talvez pela minha blasfêmia de alto e bom som. Marília chorar. Agora sinto tanto medo... Estou parando no meio da escada, a cigarra toca, ouço um grito de Deus, Rose canta e Marília... Esta desaparecendo...

- Que Deus te abençoe...

- Marília!!!

O corpo desprende. Que sensação bonita, sinto dor e outra coisa que não sei distingui... Acho que estou caindo da escada...



Continua...
-x-

Olá =]
Desculpem se eu parei um pouco com Marília, e desculpem ainda se eu não ando escrevendo nada ultimamente. Estou pouco produtiva até para minha vida convencional. Vou parar pra escrever mais de Marília e para também pra visitar meu pessoal que anda a mingua =o.
Me desculpem =]
Até mais.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Hello Hello

É eu sei que eu sumi, não precisa me lembrar.
Eu também não tenho escrito nada de muito bom ultimamente, desculpem-me. É fase, vc's sabem^^.
Quero apenas avisar que hoje é aniversario do meu bixano (o rapazote velho mais lindo do mundo, que eu amo e sempre vou amar). E peço desculpas se eu não escrevi nada (ou quase nada >=] ) de aniversario aqui pro meu miau...

é isso.

Me espera?
Brigada.

Domingo, 14 de Junho de 2009

Dia dos namorados

Foi lindo... Lindo...
Há um lobo em minha mesa (Jack Lopus), há um Qi de alegria em mim.

Você muda minha vida meu bem! Já disse!
Eu te amo e isso é pra sempre!
Sempre será meu.

Eu te amo!

-x-

Nosso amor tem um jeito lindo que é só seu. Porque quem da a cor a nós dois sempre é você.
E quando eu entristeço, morro e rejeito é só você que eu vejo, o único corajoso a me pegar aos abraços e beijar minha fuça. E até seus defeitos me fazem bem... Até porque não sei lista-los bem, em todas as minhas contas, encontro apenas:
Teimoso
Teimoso
Teimoso.
Sendo assim, você é meu teimoso lindo. Meu bichano, mia e morde, meu rapaz lindo.
Sabe, quando eu comecei a te amar, eu fui puxada a uma realidade tão ultra-natural... Como se tudo fosse fácil. Você torna tudo mais fácil? Mesmo eu sabendo que inevitavelmente meu Amar vai me fazer morrer qualquer dia desses? Nada não, sou forte, cheia de anti-corpos, cheia de todo aquele sentimentalismo bonito que você me passa quando me beija (as vezes com cuidado, pra não machucar as aftas =] ).
E eu te amo meu bem... Eu te amo!

(Vou te ensinar a usar o pêndulo, e em seguida, vou tratar de pensar em presentes menos miseráveis pra te dar, porque você merece a porra toda dessa vida, entende?)

Te amo!

-x-

...
"Eu quero é ir embora
E quero que você venha comigo"...

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Desabafo pela matede.

Eu poderia ter descoberto antes que estou numa daquelas crises pessoais.
Acontece quando estou rindo de mais, ou simplesmente não me entendendo com ninguém. Um dia, acabei ouvindo que a alegria é uma mentira, e passei a adotar isso como uma espécie de base. Nada mal, passei a ser uma mocinha esperta (é, é uma cascata de sentimentos sendo postos aqui, não tenta reprimir, certo?), até onde a mocinha poderia ir sem voltar?
É evidente que estou tomando uma esquina diferente da vida de todo mundo, nem parece neh? É que der repente me vejo com as ideias tão acentuadas, tão necessitadas de pular e de sair correndo, que não me concentro mais em qualquer afeto. Preciso pular, e gritar bem alto. Preciso de sol na cara, livro na cara, tapa na cara, beijo na testa... Precisaria de um remédio que me fizesse dormir muito.
Certa vez, cheguei a um retrato intimo dos meus estimulos sociais:

"Vejo-me de costas para uma parede, enxergando um nada qualquer, flutuando num cosmos qualquer, tento sair da minha parede, mas na minha situação primaria, tenho muitas correntes grossas e fortes segurando meus pulsos, minhas pernas, coxas, abdômem... Este foi meu nascimento. A medida que cresci passei a cortar maioria dessas correntes, mas muitas ainda me restam, e algumas estão me apertando. Algumas tornaram-se finas, mas ainda são fortes, e seguram-me com uma estranha mistura de ânsia e cautela. Outras são necessariamente de base mediana, não muito forte, mas bastante apreensivas, e por mais que se balancem, ameaçando soltar-se, sei que nunca se soltaram. Tento me libertar, ou ao menos folga-las..."

Mas esta complicado, entende?
...

Ah vai, esquece. ¬¬